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Marcelo Kischinhevsky

Professor permanente no Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (PPGCOM) da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ), onde leciona também nos cursos de Jornalismo e de Rádio e TV. Bolsista de Produtividade em Pesquisa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) desde 2021 e Cientista do Nosso Estado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa no Estado do Rio de Janeiro – FAPERJ (2026-2028). Diretor do Núcleo de Rádio e TV, órgão do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ responsável pelo desenvolvimento da Rádio UFRJ. Bacharel em Comunicação, habilitação em Jornalismo (1993), com Mestrado (1998) e Doutorado (2004) em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ. Coordena o Grupo de Trabalho (GT) Estudos Radiofônicos da Associação Nacional dos Programas de Pós-Graduação em Comunicação (Compós), no biênio 2026-2028. Coordenou o Grupo de Pesquisa (GP) Rádio e Mídia Sonora, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), no biênio 2019-2020, e foi cofundador e vice-coordenador da Rede de Pesquisa em Radiojornalismo (RadioJor), da Associação Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor), no biênio 2020-2021. Foi também cofundador da Rede de Rádios Universitárias do Brasil (RUBRA). Nos últimos anos, tem desenvolvido trabalhos que enfocam rádio e mídia sonora como um todo, jornalismo e plataformização da comunicação e da cultura. É autor dos livros ”Cultura do podcast: Reconfigurações do rádio expandido” (2024), ”Radio y medios sociales – Mediacciones e interaciones radiofónicas digitales” (2017), ”Rádio e mídias sociais: mediações e interações radiofônicas em plataformas digitais de comunicação” (2016) e ”O rádio sem onda – Convergência digital e novos desafios na radiodifusão” (2007) e de diversos artigos e capítulos de livro, individuais e em parceria. Teve passagens por alguns dos mais importantes jornais e revistas do país, como Jornal do Brasil e O Dia, desempenhando as funções de repórter, chefe de reportagem, redator, editor-assistente, editor e colunista. Foi ainda um dos criadores da Rádio UFRJ, da Rádio Livre 91.50 FM e da Rádio PUC-Rio.

Projetos de Pesquisa
Reconfigurações da mídia sonora - Plataformização, rádio expandido e desafios à comunicação pública.

Um dos meios de comunicação de maior capilaridade, o rádio foi ouvido regularmente por 79% da população brasileira em 2024, segundo dados da Kantar Ibope Media. A radiodifusão sonora no Brasil abrange mais de 10 mil emissoras, de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações, e emprega centenas de milhares de trabalhadores, desempenhando papel central na distribuição de conteúdo informativo, educativo e cultural. Além disso, o rádio figura no topo do ranking de credibilidade dos meios, capitalizando a intimidade e os vínculos estabelecidos pela comunicação de base sonora. Ainda assim, a radiofonia raramente é contemplada em políticas públicas e segue negligenciada como objeto de reflexões acadêmicas, não raro tratada como mídia obsoleta. Nas últimas duas décadas, o rádio vem passando por uma profunda reestruturação, devido à crescente concorrência com novos atores do entorno digital e às mudanças de hábitos de consumo midiático da população, entre outros fatores. Centenas de emissoras encerraram operações diante de um mercado cada vez mais pulverizado, em que estações AM/FM passam a disputar audiência e verbas publicitárias com serviços de streaming, web rádios, podcasts e sínteses noticiosas fornecidas por jornais, revistas e emissoras de TV através de smart speakers, telefones celulares e outros dispositivos. O rádio, contudo, segue em evolução. Entende-se o rádio como um meio expandido, uma linguagem comunicacional específica, de base sonora, que extrapola as transmissões em ondas hertzianas e transborda para mídias sociais, celular, TV por assinatura, portais. Este cenário, marcado por crescente plataformização da comunicação e da cultura, coloca desafios sobretudo para os meios de comunicação públicos, educativos, comunitários e independentes de grandes grupos empresariais. O presente projeto envolve a investigação dos desdobramentos da digitalização e da reconfiguração da mídia sonora diante dos processos de convergência midiática e plataformização, enfocando as novas dinâmicas de produção e circulação de conteúdos radiofônicos em emissoras de rádio públicas e educativas, num inédito momento de expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP). Busca-se cartografar esse novo fazer radiofônico por meio de análise de conteúdo sonoro, observação sistemática e entrevistas semiestruturadas com gestores, comunicadores e produtores, com o objetivo de auxiliar a formulação de políticas públicas que assegurem a sustentabilidade do segmento e a diversidade na oferta de conteúdos radiofônicos qualificados.

Publicações
KISCHINHEVSKY, M.; VIEIRA, I. S. ; NITAHARA, A. . Journalistic podcasts on Brazilian public radio: quality offer, but with limited circulation. OBSERVATORIO (OBS*), p. 101-120, 2026.
KISCHINHEVSKY, M.; VIEIRA, I. S. ; NITAHARA, A. . Journalistic podcasts on Brazilian public radio: quality offer, but with limited circulation. OBSERVATORIO (OBS*), p. 101-120, 2026.
KISCHINHEVSKY, M.. Cultura do podcast: reconfigurações do rádio expandido. 1. ed. Rio de Janeiro: Mauad X, 2024.
KISCHINHEVSKY, M.; FERREIRA, G.; VIEIRA, I. M. Serendipity on radio and streaming: Between musical discovery and recognition. NEW MEDIA & SOCIETY, v. 26, p. 6533-6551, 2024.