daniel.meirinho@eco.ufrj.br

Daniel Meirinho

Daniel Meirinho é professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO/UFRJ). Mestre em Comunicação e Artes e Doutor em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa (UNL), em Portugal, com intercâmbio acadêmico na Goldsmiths College (University of London) e na Universitat Autònoma de Barcelona (UAB). Pós-Doutorado pelo PPGCOM/UERJ. É bolsista Produtividade em Pesquisa – Nível 2 do CNPq e Jovem Cientista do Nosso Estado (FAPERJ). Atualmente é professor do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-graduação em Estudos da Midia (PPgEM) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). É líder do Grupo de Pesquisa VISU – Laboratório de Práticas e Poéticas Visuais – CNPq. Atua como pesquisador na área da fotografia negra contemporânea brasileira e ao longo dos anos têm desenvolvido pesquisas área das políticas da imagem com enfoque em abordagens artísticas e contemporâneas, sobretudo, ligadas aos estudos sobre raça, representação, arte afro-brasileira contemporânea, fotografia, performance e decolonialidade. É autor de diversos artigos e capítulos de livros que abordam relativas as questões raciais nas artes visuais, fotografia, identidade, territórios periféricos e cultura visual.Integra a Rede de pesquisa NEGRA – Núcleo de Estudos e Pesquisas das Gramáticas Raciais na Comunicação (CNPq) e coordena os projetos de pesquisa “Futuros Visíveis: autoinscrição negra e tecnopoéticas visuais com inteligência artificial”(FAPERJ); "Enegrecer olhares, reposicionar presenças: (re)existências na fotografia negra contemporânea" (CNPq) e ““Olhos Negros: Visibilidades e alteridades na fotografia negra contemporânea brasileira” (UFRJ); e o projeto “Olhos Negros: Cartografias da fotografia negra contemporânea”. É fotógrafo, artista visual, curador independente e produtor cultural.

Projetos de Pesquisa
Futuros visíveis: Autoinscrição negra e tecnopoéticas visuais com inteligência artificial.

A pesquisa investiga como artistas visuais negros contemporâneos brasileiros têm utilizado imagens generativas por Inteligência Artificial (IA) para criar obras que tensionam apagamentos e estereótipos do regime racializado imagético e reposicionam o futuro como campo de imaginação radical e dignidade representacional. Partindo da compreensão e crítica ao racismo algorítmico, a proposta compreende a IA não apenas como instrumento técnico e imagem-máquina (Parente, 1993), mas como um espaço disputa estética, epistêmica e política de contravisualidades (Mirzoeff, 2016). Em diálogo com a problematização dos regimes de visibilidade e suas brechas (Bruno, 2013), que convoca e rearticula arquivos coloniais para produzir justiça visual (Azoulay, 2019), a pesquisa busca compreender como artistas negros têm usado a IA para forjar rotas de fuga criativa e fabular futuros visuais que reorganizam a percepção, a experiência e a produção de sentido nas artes e na comunicação visual. A metodologia se articula em dois eixos convergentes que ampliam a compreensão racial no país a partir destas imagens. O eixo teórico-metodológico mobiliza quatro operadores conceituais, sendo eles: a estética reparativa (Best, 2016), a fabulação crítica (Hartman, 2022), as tecnopoéticas negras (Chude-Sokei, 2015) e a autoinscrição (Damaceno, 2024). E o eixo analítico-interpretativo as obras são analisadas a partir de quatro vetores. Os contra-arquivos afetivos e da justiça visual; as “alucinações” algorítmicas como brechas criativas; as cronopolíticas da fabulação; e a autoinscrição para a soberania da memória. A pesquisa se organiza em cinco etapas: mapeamento de artistas; análise crítica das obras; circulação e legitimação em exposições e plataformas; entrevistas semiestruturadas; e análise do ecossistema midiático que enquadra essas imagens. Se espera compreender como essas práticas convertem o aparato tecnológico em meio de fabulação visual e reparação simbólica, produzindo imagens faltantes.

Publicações
MEIRINHO, D. Fotografia Negra Contemporânea e suas políticas de inscrição e insurgência no Brasil. E-COMPÓS (BRASÍLIA), p. 1-22, 2025. https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/3195
BAZILIO, E. F. ; MEIRINHO, Daniel ; CAMPOS, R. . Arquitetura do Desaparecimento: Autorretratos Negros e a Contravisualidade Como Estética Reparativa. Vista - Revista de Cultura Visual, v. 16, p. e025019-29, 2025. https://revistavista.pt/index.php/vista/article/view/6583/7706
BAZILIO, E. F. ; MEIRINHO, Daniel . SABE DE QUEM É ESSA OBRA? AGORA SABE!?: contestações táticas ao regime de expropriação artística negra. Pós: Revista do Programa de Pós-graduação em Artes da Escola de Belas Artes da UFMG, v. 13, p. 91-117, 2023. https://periodicos.ufmg.br/index.php/revistapos/article/view/45686
SILVA, J. L. S. ; MEIRINHO, D. Do canibalismo cósmico às (re)figurações coloniais da máquina-boca no filme O clube dos canibais. Rebeca, v. 13, p. 1-23, 2024. https://rebeca.emnuvens.com.br/1/article/view/1058