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Fernanda Carrera

Professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bolsista Produtividade em Pesquisa – Nível C do CNPq e Jovem Cientista do Nosso Estado – FAPERJ. Professora Permanente do Programa de Pós-graduação em Comunicação e Cultura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Coordenadora da Rede NEGRA – Núcleo de Estudos e Pesquisas das Gramáticas Raciais na Comunicação (Universal/CNPq). Foi proponente do GT Comunicação, Raça e Interseccionalidades da COMPÓS – Associação Nacional dos Programas de Pós-graduação em Comunicação. Líder do grupo de pesquisa LIDD – Laboratório de Identidades Digitais e Diversidade (UFRJ). Doutora em Comunicação pela Universidade Federal Fluminense (UFF) com período sanduíche no departamento Advertising Public Relations da Universidade da Geórgia (UGA) pelo Programa de Doutorado Sanduíche no Exterior (PDSE/CAPES). Mestre em Comunicação e Cultura Contemporâneas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e graduada em Publicidade e Propaganda pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL).

Projetos de Pesquisa
A gramática cotidiana do colorismo: uma abordagem comunicacional comparativa no Brasil.

Este projeto investiga o colorismo como um mecanismo comunicacional situado que organiza o reconhecimento racial nas microinterações cotidianas, complexificando as experiências de raça para além da cor da pele, ao incorporar efeitos de sentido produzidos por marcadores interseccionais como classe, território, gênero, idade, além de performances, linguagens e repertórios culturais. Partindo do entendimento de que a gradação racial é continuamente modulada por dinâmicas de interação (Sansone, 1996) e afetos cotidianos (Hunter, 2007), a pesquisa busca mapear como a percepção social de cor/raça se constitui em conversações e processos de pertencimento e expulsão simbólica. Com abordagem qualitativa, comparativa e multissituada, o estudo toma como campo dez capitais representativas das cinco regiões do país – Salvador e Recife (Nordeste), Rio de Janeiro e São Paulo (Sudeste), Belém e Manaus (Norte), Campo Grande e Cuiabá (Centro-Oeste), Porto Alegre e Curitiba (Sul) – comparando padrões intra-regionais e inter-regionais. O desenho metodológico articula três frentes: (1) cartografias histórico-socioculturais por cidade e região, sistematizadas em dossiês; (2) observação participante em três cenas recorrentes (lazer/sociabilidade; trabalho/serviço; circulação/consumo); e (3) entrevistas semiestruturadas, orientadas por três eixos analíticos: automação/afetos, movimentos centrípetos e centrífugos do colorismo e dimensão performática. Como resultados, espera-se produzir dossiês regionais, um atlas de cenas do colorismo, um dicionário de códigos/categorias e matrizes comparativas, assegurando rastreabilidade analítica e replicabilidade metodológica. O projeto prevê, ainda, materiais formativos e de divulgação científica voltados ao aperfeiçoamento de políticas afirmativas e protocolos de heteroidentificação, fortalecendo o letramento racial crítico e a qualificação pública do debate sobre gradação racial no Brasil.

Publicações
CARRERA, F.. Epistemologias do escurecimento: pensamento de mulheres negras em direção à ética da noite. INTUITIO, v. 19, p. 1-27, 2026.
CARRERA, Fernanda. SARARÁ: MEMÓRIAS DE COLORISMO. 1. ed. Rio de Janeiro: Mauad, 2024.
MARTINS, V. ; CARRERA, F. . Diversidade Padronizada: delineamentos da acorporalização midiática. MEDIAÇÃO, v. 27, p. 40-53, 2025.
POLIVANOV, B. B. (Org.) ; CARRERA, Fernanda (Org.) ; RIBEIRO, V. (Org.) . Gênero, raça e identidade: feminismos e tecnopolíticas contemporâneas. 1. ed. Rio de Janeiro: Telha, 2025.