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Eduardo Coutinho

Graduou-se em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1990). Possui título de mestre e doutor em Teoria da Comunicação e da Cultura também pela ECO/UFRJ (1994 e 1999). Fez pós-doutorado na Università della Calabria com o apoio da CAPES (2015). Foi bolsista recém-doutor junto ao Instituto de Artes e Comunicação Social da Universidade Federal Fluminense (2000-2002). Publicou cincolivros individuais: “Paixão e hegemonia: a batalha dos afetos” (Mauad X, 2023), “A paixão segundo Antonio Gramsci” (Mórula, 2020), “Velhas histórias, memórias futuras: o sentido da tradição em Paulinho da Viola” (Editora UFRJ, 2011), “Os cronistas de Momo: imprensa e carnaval na Primeira República” (Editora UFRJ, 2006) e “A comunicação do oprimido e outros ensaios” (Mórula, 2014). Organizou seis coletâneas, entre elas: “Cultura e filosofia da práxis” (2024). “Comunicação e contra-hegemonia: processos culturais e comunicacionais de contestação, pressão e resistência” (Editora UFRJ, 2008). Integra o Laboratório de Estudos de Comunicação Comunitária (LECC/ECO/UFRJ). É professor titular do Departamento de Fundamentos da Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e faz parte do corpo docente do Programa de Pós-Graduação da ECO/UFRJ.

Projetos de Pesquisa
Mídia, emoção e hegemonia.

Tendo como referência o debate teórico sobre a relação entre política, mito e paixão, envolvendo pensadores como Maquiavel, Sorel, Gramsci e Mariátegui, esta pesquisa pretende refletir sobre o lugar da emoção e dos sentimentos nos processos políticos e comunicacionais. Parte-se do reconhecimento de que não é apenas no campo das ideias, da razão, que se trava a luta política, mas também no campo da sensibilidade, dos afetos. As emoções são aqui compreendidas como

componentes fundamentais da hegemonia política. Interessa-nos, particularmente, a maneira como a grande mídia suscita e canaliza as emoções das massas para um projeto de poder. No atual momento histórico, as emoções inflamadas pelos meios sensacionalistas passam a dominar o jogo político, em detrimento da argumentação e da razão. Observa-se a adesão emocional das massas às ideologias irracionalistas que grassam no pensamento social – o neofascismo, o fundamentalismo religioso, o racismo, a homofobia, o chauvinismo, o belicismo, o supremacismo, o terraplanismo, etc. Note-se, no entanto, que não são apenas as elites que, por meio de seus instrumentos ideológicos, despertam e mobilizam emoções para orientar a vontade das massas: os projetos ditos contra-hegemônicos, ainda que fundamentados na razão, não podem negligenciar a dimensão estética e passional da política, não podem prescindir de um sistema de imagens que mova — e comova — as massas. Os movimentos democráticos reclamam uma interpretação crítica da realidade social, mas também uma linguagem capaz de articular essa consciência ao sentir popular. Pois é sob uma forma dramática, simbólica, afetiva que o saber se torna vontade coletiva.

Palavras-chave: Mídia; Emoção; Paixão; Mito; Hegemonia.

Publicações
COUTINHO, E. G.. Cultura e filosofia da práxis. 1. ed. RIO DE JANEIRO: Mórula, 2024.
COUTINHO, E. G.. Música popular e vida nacional: a imagem do povo em Noel Rosa. In: Eduardo Granja Coutinho. (Org.). Cultura e filosofia da práxis. 1ed.Rio de Janeiro: Mórula, 2024, v. 1, p. 47-62.
COUTINHO, E. G.. Paixão e hegemonia: a batalha dos afetos. 1. ed. RIO DE JANEIRO: Mauad X, 2023.
COUTINHO, E. G.. Brecht: arte de vanguarda e luta ideológica. Eptic On-Line (UFS), v. 25, p. 98-113, 2023.
COUTINHO, E. G.. Música popular, emoção e política: a batalha dos afetos. O SOCIAL EM QUESTÃO (ONLINE), v. 1, p. 171-186, 2021.