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Gêsa Cavalcanti

Gêsa Cavalcanti é professora adjunto da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (ECO-UFRJ). Formada em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Boa Viagem em Recife, possui mestrado e doutorado pelo Programa de Pós-graduação em Comunicação da Universidade Federal de Pernambuco (PPGCOM/UFPE). Realizou pesquisa pós-doutoral na Universidade de São Paulo (USP), junto ao Centro de Estudos de Telenovela da ECA. É pesquisadora do campo da televisão tendo atuando numa perspectiva histórica-evolutiva do gênero telenovela e suas transformações no digital, com questões narrativas e sensíveis, mas dedicando-se, principalmente, a questoes representacionais, como raça, gênero e identidade. Atualmente desenvolve dois projetos de pesquisa “Representação na Publicidade Brasileira: Diagnóstico e Propostas para uma Comunicação Equitativa”, como foco na graduação e Imaginários Em Disputa: Representações Raciais Nas Narrativas Ficcionais Contemporâneas, foco na pós-graduação. Os pontos de contato do projeto dizem respeito a compreensão das disputas de sentido em torno das representações de pessoas negras, analisando regimes de visibilidade, enquadramentos narrativos e estratégias discursivas.

Projetos de Pesquisa
O racismo necessita da produção contínua de hierarquias e o faz não apenas por meio de dispositivos jurídicos, econômicos ou institucionais, mas também através da organização simbólica do mundo.O racismo necessita da produção contínua de hierarquias e o faz não apenas por meio de dispositivos jurídicos, econômicos ou institucionais, mas também através da organização simbólica do mundo.

Nesse sentido, o campo da representação constitui uma arena estratégica, principalmente quando considerando que “todas as nossas tentativas dependem da imaginação” (LUXEMBURGO, 1974), ou seja, é na representação onde essa imaginação é permitida ou interditada. bell hooks (1992) afirma que há uma conexão persistente entre a manutenção da supremacia branca e a naturalização de determinadas imagens na mídia. A autora denuncia, ao afirmar isso, a não neutralidade do campo representacional. Nessa arena de batalha, organiza-se quem pode ser sujeito, quem pode desejar, quem pode ser complexo, quem é digno do processo mesmo de representação e a quem resta a monstrualização. Partindo disso, o projeto de pesquisa “Imaginários Em Disputa: Representações Raciais Nas Narrativas Ficcionais Contemporâneas” tem como objetivo a valiar os limites e as potencialidades da virada representacional negra na ficção seriada brasileira contemporânea, investigando se o aumento quantitativo de protagonistas em telenovelas e séries (TV aberta e streaming) configura uma mudança estrutural nas gramáticas da comunicação ou se permanece operando sob a lógica do enquadramento excepcional.

Publicações
CAVALCANTI, Gêsa. UMA MUDANÇA DE PARADIGMA? PROTAGONISTAS NEGROS NA FAIXA DAS 18H DA REDE GLOBO ENTRE 2020 E 2025. In: KNEIPP, Valquíria; ANDRADE, Ana Goulart de; OLIVEIRA, Vânia Braz de.. (Org.). Quadros Televisivos. 1ed.: RIA EDITORIAL, 2025, v. 1, p. 165-191.
TILLMANN, Juliana; CAVALCANTI, Gêsa. Garota do Momento: telenovela, memória e fabulação do passado. Mídia e cotidiano, v. 20, n. 1, 2026. Disponível em: https://doi.org/10.22409/nw3cwg52.
Lima, C ; MOREIRA, DIEGO GOUVEIA ; JANUARIO, S. B. ; COSTA, M. ; CAVALCANTI, G. K. M. . O dispositivo pedagógico midiático e a constituição de subjetivações em Pantanal: gênero e cidadania no discurso de feminilidades e masculinidades a partir de Jove e Juma. In: Lopes, Maria Immacolata Vassallo de. (Org.). A Telenovela Pantanal como recurso comunicativo para a cidadania. 1ed.São Paulo: Aluminio, 2025, v. 9, p. 116-143.
LOPES, M; CAVALCANTI, Gêsa. et. al (Org.) Uma metainvestigação da ficção televisiva no Brasil: a produção da Rede Obitel Brasil (2007–2021) Alumínio, SP : CLEA Editorial, 2025.