A pesquisa visa apreender os impactos no capitalismo contemporâneo (ou cognitivo) da colonização dos cérebros: a aceleração algorítmica da última década teve como contexto a internet das coisas. O horizonte atual é a conexão generalizada dos corpos, isto é, a internet dos corpos. Quais serão as interfaces dessa conexão? Quais serão os impactos econômicos, sociais e urbanos? A colonização dos cérebros será assimilada no Brasil de maneira passiva ou antropofágica de invenção e modulação? Desse modo, nos interessa aqui identificar e explorar as brechas que os impasses e inovações paradigmáticas oferecem e impõem a partir de um investimento teórico mobilizando diferentes escolas e abordagens (mobilizaremos particularmente as noções de vetorialismo, heteromação e heterarquia) e prático apreendendo as questões e desafios de aplicação dessas tecnologias em termos de políticas públicas no Estado do Rio de Janeiro, particularmente no que diz respeito à educação e à pesquisa. Situação: Em andamento; Natureza: Pesquisa.2022 – AtualO Rio de Janeiro: Entre Aceleração Algorítmica e Catástrofe (Programa de apoio a projetos temáticos no Estado do Rio de Janeiro FAPERJ). Descrição: A ampla rede fluminense de pesquisadores que organizam esse projeto tem por eixos coesivos duas questões gerais: (1) quais serão os desenvolvimentos tecnológicos da aceleração algorítmica nos próximos 20 anos? (2) como a aceleração da crise climática é atravessada pelo desenvolvimento da máquina computacional planetária? A proposta é atravessar essas duas questões gerais a partir da reflexão sobre o combate à pandemia, por um lado, e sobre o terraforming, por outro. Ou seja, temos algo como uma chave de leitura original: a desaceleração (aquela sideração geral da circulação econômica que vivenciamos em níveis planetários no primeiro meado de 2020) foi a base de uma aceleração da aceleração: o uso intensivo das redes, dos aplicativos, do home office, do trabalho remoto, a criação monetária e a multiplicação de novas formas de pagamentos digitais: como fazer dessas mudanças intempestivas uma inflexão, a base de um novo design? A dialética entre aceleração e desaceleração deve, portanto, funcionar como uma chave para pensar políticas públicas. Para isso, precisamos mapear as tendências estruturais do desenvolvimento da máquina computacional planetária e ao mesmo tempo das dinâmicas metropolitanas (em geral e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro em particular) dentro da crescente precariedade climática e social.