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Janaíne Aires

Professora da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Doutora (2017) e mestre (2014) em Comunicação e Cultura pela UFRJ, graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (2010). Lidera o Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação (PEIC/UFRJ), onde desenvolve coletivamente investigações sobre Economia Política da Comunicação, Políticas de Comunicação, radiodifusão e relações de poder. Sua atuação acadêmica se caracteriza pela abordagem crítica dos sistemas de comunicação com a orientação de pesquisas interessadas em compreender as disputas em torno do direito à comunicação, da soberania, da diversidade cultural e das condições de produção, distribuição e acesso da comunicação.

Projetos de Pesquisa
Políticas de comunicação para futuros democráticos: esperança como práxis para reencantar o mundo.

A plataformização e a financeirização das infraestruturas informacionais vêm reorganizando o espaço público sob lógicas que aprofundam a desdemocratização e estreitam nosso horizonte político. Entendemos que as políticas de comunicação podem atuar como dispositivos institucionais de reencantamento do mundo, ao restaurar a comunicação como prática social, ao ampliar nossos repertórios e ao fortalecer a capacidade coletiva de disputar narrativas e de construir projetos democráticos de longo prazo. Metodologicamente, nos situamos na intersecção entre a Economia Política da Comunicação, as Políticas de Comunicação e da Cultura e os Estudos de Futuros. Nossa proposta se alicerça na combinação indissociável entre ensino, pesquisa e extensão na graduação e na pós-graduação. Assim, o objetivo geral é investigar como as políticas de comunicação podem estruturar futuros democráticos no Brasil, articulando o Direito à Comunicação ao enfrentamento da desdemocratização, de modo a fortalecer as capacidades coletivas de reencantamento do mundo (Federici, 2022). E como objetivos específicos pretendemos: 1. Mapear e avaliar cenários possíveis de desenvolvimento das políticas de conectividade, dados e infraestruturas da comunicação no Brasil, examinando como diferentes arranjos institucionais, regulatórios e econômicos podem ampliar ou restringir, no médio e longo prazo, a soberania e a autonomia do Estado no controle público de fluxos de informação; 2. Investigar assimetrias informacionais e propor estratégias para sua correção; 3. Avaliar implicações prospectivas da plataformização e da financeirização sobre as cadeias produtivas do jornalismo, da publicidade e do audiovisual, considerando efeitos estruturais de longo prazo sobre direitos autorais, as condições de trabalho, a diversidade cultural e a soberania; 4. Examinar futuros possíveis para os sistemas de informação pública do Estado brasileiro, analisando como as escolhas institucionais do presente podem fortalecer ou comprometer a soberania; 5. Analisar as disputas futuras em torno dos afetos investigando como políticas de comunicação podem produzir pertencimento, reconhecimento, vínculos sociais duráveis e contra-narrativas às dinâmicas de desdemocratização promovidas por sistemas comunicacionais opacos e concentrados; e 6. Fundamentar ações extensionistas de formação, escuta, produção e circulação, orientadas à ampliação da capacidade coletiva de imaginar e construir futuros democráticos no Brasil, em articulação com múltiplos territórios, comunidades e atores sociais. Nossa proposta se abre, assim, ao encontro de pessoas de todo o país que estejam interessadas em articular suas investigações a esse horizonte comum.

Publicações
MADRUGA, Beatriz Pires; COSTA, E. L. R.; AIRES, Janaine S. F.. A Jovem Pan na Economia Política da Desinformação. Ação Midiática - Estudos em Comunicação, Sociedade e Cultura. v.31, p.1 - 20, 2026. https://revistas.ufpr.br/acaomidiatica/article/view/101314/76710
AIRES, J. S. F.; SALLES, R. M.; SANTOS, Suzy. O cercadinho começa aqui: o ódio e a construção mítica de Bolsonaro no Pânico na Band. LUMINA (JUIZ DE FORA). v.19, p.70 - 86, 2025. https://periodicos.ufjf.br/index.php/lumina/article/view/46296/28858
AIRES, J. S. F.. Computadores fazem arte, artistas não fazem dinheiro: plataformização, inteligência artificial e a soberania audiovisual nos casos da Netflix e da Globo no Brasil.LIINC EM REVISTA. v.20, p.7324, 2024. https://revista.ibict.br/liinc/article/view/7324/7050.
AIRES, J. S. F.; SANTOS, Suzy. Coronelismo eletrônico não é uma metáfora: categorização da radiodifusão brasileira. E-COMPÓS (BRASÍLIA). v.-, p.- - -, 2022.https://www.e-compos.org.br/e-compos/article/view/2621/2101