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Paulo Vaz

Possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1985) , em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1988) , em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1994) , pós-doutorado pela University Of Illinois At Chicago (2004) e pós-doutorado pela Université Paris 8 – Vincennes-Saint-Denis (2024) . Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal do Rio de Janeiro e Membro de comitê assessor do Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Teoria da Comunicação. Atuando principalmente nos seguintes temas: Ética, Filosofia Moderna e Contemporânea e História.

Projetos de Pesquisa
Atualidade, fragmentação da esfera pública e formas de habitar o tempo.

A pesquisa visa saber em que medida a fragmentação da esfera pública promove diferentes formas de habitar o tempo em nosso presente. Entre a fragmentação e as formas de habitação, há uma mediação teórica. Supõe-se que a atualidade é composta por acontecimentos; estes acontecimentos, por sua vez, ainda são, em grande parte, construídos por empresas jornalísticas; por fim, o tipo de composição dos acontecimentos e os modos de narração afetam as formas possíveis de habitar o tempo. A hipótese que guia a pesquisa é que uma esfera pública fragmentada não gera consenso nem sobre o que acontece, nem sobre a forma de sua interpretação. Esse problema é normalmente discutido com os conceitos de polarização, fake news, câmaras de eco, tribalização e bolhas. Embora esta pesquisa articule história das ideias a transformações nas tecnologias de comunicação, seu objetivo não é realizar mais uma história argumentando como as sucessivas tecnologias de comunicação (escrita, imprensa, cinema, rádio, TV e internet) transformaram os modos de pensar. Esta pesquisa também medita sobre como a construção dos acontecimentos pelos meios de comunicação afeta a historicidade; portanto, tampouco se limita a ser mais uma história do jornalismo argumentando como suas transformações foram relevantes para as democracias ocidentais desde o final do século XVIII. O objetivo desta pesquisa é diferente; trata-se de refletir se, e como, o funcionamento das redes sociais pode transformar a própria ideia de história. Não se trata de contar uma história; trata-se de refletir sobre a possibilidade de ainda haver história como forma de uma sociedade habitar o tempo.

Publicações
BRASILIENSE, D. (Org.); VAZ, P. (Org.) . Masculinidade, Política e Ressentimento. 1. ed. São Paulo: Pimenta Cultural, 2024.
DANILA Cal (Org.) ; GOMES, I. M. (Org.) ; MIGUEL, K. (Org.) ; VAZ, P.(Org.). O que ficou da pandemia? Ciência, desinformação e desigualdades no Brasil Contemporâneo. 1. ed. São Paulo: Pimental Cultural, 2024.
SANTOS, A.; VAZ, P. Sobre fake news e teorias da conspiração. CULTURAS MIDIÁTICAS, v. 18, p. 21-42, 2023.
VAZ, P.; SANTOS, A.; SANCHOTENE, N. Da salvação pela fé à cura pela autoestima: as origens religiosas do testemunho de vítima. GALÁXIA, p. 1-22, 2021.